O Enertron é realmente moderno ?

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O Enertron é realmente moderno ?

Enquete encerrada em 07/Abr/2006 08:25

Sim, ele é
2
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Não, ele não é
2
50%
 
Total de Votos : 4

Re: O Enertron é realmente moderno ?

Mensagempor Helio Neto » 08/Abr/2010 22:25

LeonardoL,

só um detalhe: o módulo de ignição do Enertron controla um avanço linear em função da rotação, sim. Até porque se não fosse assim, não haveria nenhuma necessidade da existência do circuito do módulo. Apenas o avanço a vácuo, que é auxiliar como em outros motores, funciona em dois estágios.
Veja aqui as medições do funcionamento do módulo em bancada e as curvas de avanço:
http://picasaweb.google.com/Maximiliam.Luppe/MotorEnertron#
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Re: O Enertron é realmente moderno ?

Mensagempor LeonardoL » 17/Jul/2010 16:34

Hélio,

Na época que escrevi o comentário, estava apenas respondendo o colega HOT_62 sobre o Enertron. Como desconhecia detalhes mais apurados do sistema de ignição, e estava apenas focando no motor em si, desconsiderei questões relacionadas à ignição e seu funcionamento. Aliás, usei o comentário do próprio colega (quando disse que com esse sistema de ignição "não temos uma curva de ignição que varia com a rotação") para explicar que ignição e injeção não são partes essenciais do motor: você pode trocá-las e o motor continua o mesmo. Mas enfim...

Este link que você repassou tem informações muito úteis, mas eu não entendi porque está marcando "atraso" e não "avanço" de ignição, já que conforme a RPM aumenta, a faísca é adiantada mais ainda em relação ao PMS.

Há também algumas mensagens na lista de discussões gurgel800 falando sobre o avanço gradual, relacionado à RPM, inclusive com algumas tabelas, sendo possível comparar com os valores obtidos nestas simulações.

Bom que as informações existem, pena que não são muito fáceis de encontrar.

Leonardo
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Re: O Enertron é realmente moderno ?

Mensagempor Helio Neto » 19/Jul/2010 02:19

Leonardo,
é avanço mesmo. Numa dessas mensagens da lista de discussão que você pesquisou, o Max explicou que usou a palavra "atraso" no lugar de "avanço" só por não estar bem a par do contexto, pois não era especialista em motores. Mas é só convenção, não muda nada.
Ele continua participando da lista, caso você queira contatá-lo.
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Re: O Enertron é realmente moderno ?

Mensagempor Claudio Bulgarelli » 10/Abr/2012 20:23

"O enertron foi e ainda é imbatível em custo/beneficio...claro que atualmente o VW 1.4tdi que anda à 190km/h e faz 34km/L à 90km/h, e mesmo modelos elétricos como ZOE,EV1 e outros são infinitamente superiores...maaaas...todos estes inclusive o enertron são EXTERMINADOS no Brasil onde automóveis seguem uma tabela de consumo de 7km/l independente se for um 1.0 uno ou um fusion de 250CV...tenho um super mini enertron com GNV e faço 540km com R$19,00. igual só mesmo o TATA-NANO ops...também barrado pelo GOVERNO GANANCIOSO protegendo sua querida Petrobrás kkk" CRB
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Re: O Enertron é realmente moderno ?

Mensagempor evaldolara » 05/Jun/2014 13:04

Ola
Claudio B. ainda tens o enertron com GNV?
Alterou alguma coisa no excesso de vapor de óleo?
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Re: O Enertron é realmente moderno ?

Mensagempor C.A » 19/Dez/2018 02:47

Li pacientemente todas a mensagens do tópico e confirmei um conhecimento que aprendi ainda na escola técnica.

Todo engenho tem um fim.

Ou seja, toda obra tem um objetivo, e por consequência uma ou mais condições pra existir.

Uma casa precisa estar construída sobre um solo que a suporte, caso contrário desmorona. Todo projeto precisa de premissas (condições) para funcionar e um objetivo a alcançar dadas essas premissas.

Quais eram as premissas do enertron?

Todos estão cansados de saber: país pobre, pouca infra estrutura, povo descuidado, impossibilidade (da gurgel) de especificar pecas próprias e de fabricar motores vistosos, concorrencia superior, dentre outras condições...

Dadas essas premissas, quais eram os objetivos do motor?

Todos também sabem: impulsionar o BR800 na cidade ou na estrada em velocidades de até 90km/h, ser econômico em todos os cenários de utilização previstos, ser fácil e barato de fabricar, ser fácil e barato de manter.

Dadas as premissas e dados os objetivos, o enertron é um motor bem sucedido?

Sem dúvida que sim!!!

Se usado dentro do escopo para o qual foi especificado, ele entrega um desempenho impecável, atingiu todos os objetivos.

O que tem gerado controvérsia nos tópicos é algo que é perfeitamente normal: cada um tem o próprio gosto.

Não condeno quem goste dos Gurgel 800 mas ache o desempenho fraco. Cada um tem suas preferências. Tão pouco condeno quem acha a alteração de característica um sacrilégio.

Um carro é um objeto, não um ser. E altera-lo ou não dependerá única e exclusivamente da vontade de seu dono.

Baseado no conhecimento que tenho, sou do partido de que não se deve alterar características de máquina alguma, principalmente das que levam a gente dentro.
Mas algumas alterações são bem vindas.

O que eu acho revoltante são as comparações superficiais e até mesmo esdrúxulas do enertron com outros motores de sua época (e pior ainda, com motores e padrões atuais) quando na verdade o enertron é único no Brasil e tem uma concepção muito rara (existem poucos projetos bons de motores de baixa cilindrada) também em nível mundial.

Quanto a quebra do virabrequim, de fato ela é um problema de projeto, mas não creio que seja de material. A gurgel cansou de afirmar que a liga do virabrequim do BR era a mesma do VW a ar. Partindo do princípio de que a engenharia da gurgel não mentiu, deve haver outra causa. Provavelmente seja pelo fato do próprio eixo ser pequeno e ter apenas dois apoios, permitindo que o eixo flexione além dos limites de projeto, algo que não acontece no VW por ter três apoios e essa característica limitar a flexão.

O fato é que este motor foi muito bem dimensionado para o envelope de uso que teria.
C.A
 
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Re: O Enertron é realmente moderno ?

Mensagempor Emanuel-Rio » 14/Ago/2019 16:47

C.A escreveu:Li pacientemente todas a mensagens do tópico e confirmei um conhecimento que aprendi ainda na escola técnica.

Todo engenho tem um fim.

Ou seja, toda obra tem um objetivo, e por consequência uma ou mais condições pra existir.

Uma casa precisa estar construída sobre um solo que a suporte, caso contrário desmorona. Todo projeto precisa de premissas (condições) para funcionar e um objetivo a alcançar dadas essas premissas.

Quais eram as premissas do enertron?

Todos estão cansados de saber: país pobre, pouca infra estrutura, povo descuidado, impossibilidade (da gurgel) de especificar pecas próprias e de fabricar motores vistosos, concorrencia superior, dentre outras condições...

Dadas essas premissas, quais eram os objetivos do motor?

Todos também sabem: impulsionar o BR800 na cidade ou na estrada em velocidades de até 90km/h, ser econômico em todos os cenários de utilização previstos, ser fácil e barato de fabricar, ser fácil e barato de manter.

Dadas as premissas e dados os objetivos, o enertron é um motor bem sucedido?

Sem dúvida que sim!!!

Se usado dentro do escopo para o qual foi especificado, ele entrega um desempenho impecável, atingiu todos os objetivos.

O que tem gerado controvérsia nos tópicos é algo que é perfeitamente normal: cada um tem o próprio gosto.

Não condeno quem goste dos Gurgel 800 mas ache o desempenho fraco. Cada um tem suas preferências. Tão pouco condeno quem acha a alteração de característica um sacrilégio.

Um carro é um objeto, não um ser. E altera-lo ou não dependerá única e exclusivamente da vontade de seu dono.

Baseado no conhecimento que tenho, sou do partido de que não se deve alterar características de máquina alguma, principalmente das que levam a gente dentro.
Mas algumas alterações são bem vindas.

O que eu acho revoltante são as comparações superficiais e até mesmo esdrúxulas do enertron com outros motores de sua época (e pior ainda, com motores e padrões atuais) quando na verdade o enertron é único no Brasil e tem uma concepção muito rara (existem poucos projetos bons de motores de baixa cilindrada) também em nível mundial.

Quanto a quebra do virabrequim, de fato ela é um problema de projeto, mas não creio que seja de material. A gurgel cansou de afirmar que a liga do virabrequim do BR era a mesma do VW a ar. Partindo do princípio de que a engenharia da gurgel não mentiu, deve haver outra causa. Provavelmente seja pelo fato do próprio eixo ser pequeno e ter apenas dois apoios, permitindo que o eixo flexione além dos limites de projeto, algo que não acontece no VW por ter três apoios e essa característica limitar a flexão.

O fato é que este motor foi muito bem dimensionado para o envelope de uso que teria.



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